Clichê

3 de jan de 2011
"Há filmes de romance que te iludem mais que qualquer cara. Não, ele não vai sair correndo no meio de uma chuva a pé, para te pedir desculpas."



Hoje, quando terminei de ler o livro Melancia, parei pra pensar em como não só livros de romance, mas também a nossa vida amorosa é previsível. Eu até gostei do livro - mesmo já sabendo o que aconteceria no final antes de chegar à metade - o fato é que em todos os filmes, livros e contos a estória sempre termina na melhor parte, quando os personagens principais finalmente chegam ao "... e viverão felizes para sempre". Eu realmente gostaria de saber o que vem depois? O que é esse sempre afinal? Por que o vilão sempre some no fim?

Quer dizer, hoje em dia e mais do que comum o divorcio, mesmo ninguém - ou quase ninguém - entrar em um relacionamento pensando no fim, será que ainda é possível um amor durar pra sempre? Ou isso é apenas coisa de contos?

Mas é engraçado como nos filmes e livros a mocinha sempre é abandonada por um cafajeste, sofre horrores, encontra um príncipe encantado lindo e que lhe trata bem, então o cafajeste se arrepende por tê-la deixado, sofre por ela, mas a pobre mocinha está feliz agora seu novo príncipe. E então eles vivem felizes para sempre. Clichê não é?

Mas vou te fazer uma pergunta. E o cafajeste?

Cadê ele no fim da estória? Provavelmente a mocinha ficou maravilhada e com o ego nas alturas por ver o homem que lhe fizera sofrer sofrendo justamente por ela. Por mais boazinha que fosse sem dúvida ela se sentiria bem. Mas e depois? Será que para ele também existe um final feliz? Será que o cafajeste alguma hora se arrependeria e viraria o príncipe encantado de outra mocinha?

Em um conto de fadas provavelmente. Mas na vida real não é bem assim. Ele faria tantas outras sofrerem assim como a primeira mocinha. Talvez um dia virasse príncipe. Quem sabe? Realmente adoraria conhecer o outro lado da moeda. O que será que pensara aquele homem para ser tão cruel? Não, não estou com pena dele. Realmente fiquei curiosa.

Porque na vida real é sempre ao contrário. Sempre é o cafajeste quem leva a melhor. Aquele filho da puta que te fez sofrer provavelmente já está saindo com outra enquanto você se lamenta por ter terminado dessa forma. Por que não se fazem estórias como a vida realmente é? Claro, provavelmente seria um saco. Já imaginou se Cinderela não tivesse calçado aquele sapatinho? Honestamente? Às vezes eu até gosto do clichê.

A propósito, recomendo a leitura do livro.

Um comentário:

  1. Dizer que o pai, por exemplo, àseu amigo deve ser fruto de um relacionamento de amizade, e não pelo simples fato dele ser seu pai.

    ResponderExcluir