Deixa ser

7 de ago de 2011

Passa aqui em casa, toca a campainha que eu te deixo entrar. Você se importa se meu cabelo uma confusão? Provavelmente você só vai rir e em beijar. Reclama do tempo e o quanto você andou só pra me ver. A gente senta em qualquer lugar, só pra conversar sobre qualquer coisa, coisas banais e importantes. A gente se beija enquanto escurece, e deseja estar em qualquer outro lugar, mas juntos. Eu te chamo pra ver um filme, e sou eu quem deita no sofá. Você cai no sono na metade e só acorda quando eu teimo em te perturbar. Nos agarramos até as cenas finais, e quando acaba você reclama do meu péssimo gosto pra filmes e que você nunca entende o final. Você está na minha casa, mas quem me serve as coisas é você. E se eu tentar cozinhar, coitado de quem tiver perto! Nós somos pura implicância. Puro grude. Puro ódio. Puro amor. Quem diria que nós chegaríamos até aqui? E quantos ainda se perguntam até onde vamos chegar. Eu também já me perguntei isso, mas ainda não quero saber a resposta. Deixa o tempo passar. Deixa acontecer. Deixa ser. Mas por favor, na hora de ir embora, segura na minha mãe nem que seja só um pouquinho. Me faz acreditar que foi verdade. E te cuida. Enquanto eu não puder cuidar, cuida de você pra mim.

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