O de sempre

27 de jun de 2012
“A maioria dos dias são esquecíveis. Os dias começam e terminam, sem lembranças duradouras no final. A maioria dos dias não causa qualquer impacto na vida.” 500 dias com ela.


Mais um dia. O despertador ainda nem tocou, mas o sono já foi embora. Vou ficar na cama até ele tocar, quanto maior o tempo que eu fico longe do mundo melhor. Acordei de novo sem humor, será que hoje vou ficar irritada até com a respiração das outras pessoas, vou rir até de um olhar estranho ou vou ficar nesse vai e vem de emoções sem uma definição exata?

Droga, com que eu sonhei mesmo? Odeio esquecer meus sonhos. Droga, droga, droga. Melhor levantar, parece que a hora nunca passa. Sento na cama, respiro fundo e peço mais uma vez a única coisa que tenho pedido a Deus nesses tempos: paciência.

Lá vou eu: tomar banho, vestir as roupas de sempre, ouvir as músicas de sempre enquanto ando nas ruas de sempre, pra chegar à escola de sempre, encontrar as pessoas de sempre, com o mesmo blá blá blá de sempre; subir as mesmas escadas de sempre, assistir as mesmas aulas de AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

CHEGA! Por favor, já não aguento isso! Preciso quebrar essa rotina chata, me livrar dos meus vícios, mas não consigo fugir dessa mesmice diária. Como areia movediça, quanto mais tento fugir mais essa rotina me engole, sempre afundo mais e mais. E meus esforços não valem nada. Nem eu mesma sei lidar com isso, será que posso desejar alguém que renove meus hábitos, quebre minha rotina?

E mais uma vez surgem minhas perguntas de sempre, com meus desejos de sempre e minha conversa fiada de sempre. Melhor colocar meus fones de sempre e tentar esquecer o mundo de sempre, quem sabe a Cássia me acalma.

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