Sim, é possível viver sem celular

5 de jan de 2014
(Mas talvez não socialmente)
Muito bem, vou resumir a “tragédia”: meu celular quebrou, o concerto custava mais da metade do valor do aparelho e eu me recusei a pagar. Ou deixar que alguém pagasse. Ou a usar outro aparelho “inferior”. Ou comprar um modelo igual.
O resultado? Estou a mais de um mês sem celular.
A adaptação foi bem complicada, de um dia pro outro eu já não tinha o número de telefone de ninguém, não participava das conversas em grupos do WhatsApp, não tinha um mapa sempre em mãos porque eu sempre me perco, nem uma câmera pra dar uma de paparazzi ou uma simples calculadora pra fazer contas mais complicadas.
Agora pra falar com as pessoas (e elas comigo) tinha que ser pelo Facebook, telefone fixo, celular de um amigo, carta ou sinal de fumaça.
  • Quer saber como foi?

Perdi a hora: Porque se minha mãe esquecia que eu tinha que trabalhar eu dormiria tranquilamente até tarde, já que meu despertador faleceu junto com o celular.
Ganhei o rótulo de antissocial: Ninguém entende que nos dias de hoje alguém sobreviva sem um celular, logo eu estaria fazendo tudo de propósito, como não responder as mensagens, não dar feliz aniversário a uma amiga, não ir a um evento marcado no WhatsApp e coisas do tipo. Mas eu preciso contar uma coisa: Eu simplesmente não tinha como __________ (insira um comportamento aqui).
Imprevistos não podem acontecer: Se você marca de se encontrar com alguém e demora mais do que o previsto no trânsito, como você avisa que a pessoa deve te esperar? Isso mesmo, você não avisa e conta com a sorte. Mas também pode acontecer o inverso, e você ter que esperar durante 40 minutos sem saber se a pessoa se esqueceu do combinado, encontrou alguém e esta conversando ou só morreu no caminho e nunca mais virá.
Dá trabalho achar um endereço: Se eu não soubesse onde era o lugar X que tinha que ir, era só ligar o GPS e Google Maps que rapidinho achava o caminho mais curto, agora tenho que ficar perguntando as pessoas na rua, e sabe, nem todo mundo vai ter pena de fazer você andar.
Eu converso (e eu estou falando de olhar no olho e falar pessoalmente): Eu finalmente fiquei livre do vício e da onda de pessoas que não conversam pra ficar de olho no aparelhinho que tem nas mãos. Sabe quando a sua mãe reclama que você e seus irmãos não dão atenção pra ela só porque não largam o celular? Agora eu a entendo. E dou muito mais valor a presença das pessoas.
Voltei a ler mais livros: Antes as horas de engarrafamento eram destinadas a checar redes sociais e ouvir músicas. Agora voltei a dedicar esse tempo aos meus livros. Peso extra na bolsa, mas muito bem aproveitado certo?
  •  Muito bem, mas e depois de tudo isso?

Sim eu sobrevivi. Vi até alguns pontos positivos na temporada incomunicáevel. Mas quer saber? Digo aliviada que comprei hoje o meu novo aparelho celular, e ele deve chegar a qualquer momento na próxima semana. 
Logo poderei ligar para pessoas, receber ligações e mensagens (AMÉM!). Mas prometo tentar controlar o tempo dedicado a ele, porque no final,  foi uma bela “desintoxicação”, mas só vou tentar ok?

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