Aprisionada

19 de fev de 2014
Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do “apesar de”. Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”. Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar. PC Siqueira


Uma folha em branco, um turbilhão de sentimentos e eu simplesmente não consigo escrever sobre nada.

Já perdi a conta de quantas frases escrevi e logo depois apaguei tentando começar esse texto. Não queria simplesmente escrever alguma coisa, assim, só por escrever. Queria mesmo conseguir dizer o que estou sentindo, o que tenho pensado e o que quero para o futuro. Queria falar sobre como anda minha mente e sobre todas essas emoções transbordando em mim.

Mas como sempre eu me deixo de lado, fico imaginando o que os outros vão pensar e quem eu posso machucar com uma palavra mal colocada. A vida toda foi assim: primeiro eles, depois eu penso em mim.

Sabe o que é? Tenho andado tão limitada, tão enjaulada que acabei me prendendo dentro de mim. Me sinto sufocada e simplesmente não consigo dizer, escrever ou agir.

Em outros tempos eu teria chorado antes de dormir, mas hoje eu não consegui. Fiquei feito estátua esperando a vida passar e alguma coisa acontecer. Mas é claro, não aconteceu nada. E eu continuo aqui amarrada. 

Quando foi que meu corpo virou uma gaiola? Quando foi que minha casa se tornou uma prisão?

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