Não, obrigada

24 de ago de 2014

Deu um pulo da cama e olhei o relógio do celular. Merda. O despertar ainda nem tocou, mas eu achei que já estivesse atrasa. O que foi que eu sonhei? Odeio saber que minha imaginação estava formando cenas em minha mente e não conseguir lembra o que.

Me jogo de novo na cama, mas antes de me espreguiçar pego meu telefone pra ver se você aparece nele. Nada. Você não me dá notícias desde ontem pela manhã, quando disse que ia resolver umas coisas na rua. Você sempre tem muitas coisas pra resolver, mas geralmente eu não sou uma delas. Na maioria das vezes eu sinto me sinto mais como uma obrigação, como aquelas festas chatas que sua mãe te obriga a ir.

Meu quarto está completamente escuro, mas eu vejo que não estou usando meu pijama. Eu passei a tarde toda de ontem te esperando - como sempre -, e continuo vestindo aquela blusa branca sem graça, mas que você adora. Só que você não veio. E eu nem percebi que peguei no sono.

Eu escondo o celular de baixo do travesseiro, como se ele fosse meu maior problema. O que será que você estava fazendo ontem? Espero que tenha se divertido, seja lá onde você estivesse. Rolo na cama pra espantar o pensamento de você gargalhando com outra pessoa: me recuso a sentir ciúmes antes das seis da manhã.

Vou passar o dia torcendo pra você estar bem, só não quero que chegue o momento de ouvir suas desculpas esfarrapadas. Por que eu sei quando você está mentindo. Você sabe que eu sei. E ainda assim você mente.

O despertador finalmente toca. Hora de levantar. Eu poderia passar mais um dia aqui, te esperando, mas hoje não. Quero ver qual a sensação que você tem quando faz esse tipo de coisa. Espero que você me ligue. Se não ligar também, tudo bem. Eu até poderia ir atrás de você. Mas não, obrigada. Hoje eu não quero ser um obrigação.

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